quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Lembro

Lembro-me de ti
E de tua afeição
Lembro-me de ti
Com muito carinho
Não sei onde encontra-se nesse momento
Mas lembro-me de ti
Lembro-me do seu sorriso
E de como me fazias rir com facilidade
Lembro-me de como me fazias mulher
Faz tanto tempo
E achei que ele me faria esquecer
Doce ilusão
Tão pequenas coisas lembram-me você
Ainda me preocupo com seu  bem estar
Idiota eu
Tens outra, que de ti cuida
Eu quase me esqueço que existes no meio do turbilhão
Mas o quase é cruel
De alguma forma
Me prendes
E fugir não posso
Penso em ti
Embora saiba
Que deveria te esquecer
Um dia ter-te-ei de volta
Ao menos em meus sonhos
O que me dá essa certeza?
O quanto ando lembrando de ti!
Não sei de ti
Nem quero saber
O que sei é que não condigo te esquecer
Passe o tempo que passar
Amo te

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Jamais

Quando vai passar?
Quando vou conseguir te esquecer?
Quando vou parar de ouvir as mesmas musicas?
Pensei que o tempo te levaria de vez
Pensei que o tempo me faria te esquecer
O mundo deu ao menos 4 voltas em torno do sol
E me sinto no mesmo lugar
Agarro-me as minhas lembranças
E assim vou sobrevivendo
Como se ainda pudesses voltar
Há momentos que te esqueço
E posso de novo sonhar
Mas retorno ao mesmo lugar
Sinto seu cheiro e seu abraço a me envolver
E acordo sozinha no meu quarto escuro
Procuro-te em outros corpos
Sei, tudo em vão
Ninguém pode me fazer o que você me fez
Ninguém tem seu abraço acolhedor
Ninguém tem seu beijo quente
Ninguém pode me entender apenas num olhar
Mas você não esta aqui
E tenho que me acostumar
Por que jamais vai voltar

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Filme


Hoje a tarde eu vi um filme
E fiquei nostálgica
Como se possível fosse
Ficar mais nostálgica do que já sou
Mas o filme contava a minha história
Tal qual ela ocorreu
Como se possível fosse
Alguém que não me conhece
Sobre mim, tão bem escrever
Tal qual em minha história
O fim não foi o esperado
A mocinha ficou sozinha
E o mocinho casou-se com outra!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Do fim, fez-se o começo!


O domingo arrastou-se estranho
Embora o dia fosse de festa
O céu parecia enfurecido
Coração apertado
Fingi celebrar
Mentira
Não se finge celebrar
De fato, bebi, dancei e comemorei
Com toda a entrega
Como tudo o que faço
Sabia, porém, o que a noite reservava
Sabia que ali seria o fim
Mas surpreendi-me
E hoje sei que era só o começo
Não sei como cheguei aquele local
Verdade
Do caminho,
Minha mente entorpecida
Só lembra flashes
Não vi a banda tocar
Não podia me concentrar
Terminei algo que não comecei
E após o fim
Foi em uma rua deserta que te encontrei
Não,não
Foi você quem me encontrou
E nos descobrimos tão iguais
Finalmente meu beijo quente
E do fim fez-se começo
Como outro dia o tarô me contou!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Fiquei lá



(e lá ainda estou)

Um pedacinho de mim
Deixei a exatos 1109 km
Ficou lá
Nas risadas fáceis
Nos carinhos amigos
Ficou lá
Junto com a chuva que molhou meu corpo
Em cada metrô, trem ou ônibus que peguei
Ficou lá
Em cada lugar que visitei
Em cada pessoa que abracei
Ficou lá
Na lan house no Jd. Clímax
Em Santo André
Ficou lá
No Oliveira e no Extra
E até em São Caetano
Com as risadas perdidas como eu e o Neto
Ficou lá
No parque Ibirapuera
Com cada Nacional ou Internacional que conheci
Ficou lá
Na rodoviária Tiete
Junto com os últimos abraços chorosos
Nos olhos da Patroa
Nos olhos de cada um
No abraço sem querer soltar-se do Thi,
Nego dono do sorriso mais lindo de Olinda,
Ficou no carinho do Estranho
Que de puto, nos últimos minutos, se fez emo
Eu vim
Mas deixei uma boa parte de mim
Numa cidade chamada São Paulo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Alguns sonhos têm que morrer para que a realidade possa nascer


É verdade sim, “Alguns sonhos têm que morrer para que a realidade possa nascer.”

O príncipe vira plebeu, o encantado vira rotina

Adianta sonhar?

Adianta!

Dentro do plebeu existe um pouco do príncipe sonhado.

A casa tem a felicidade desejada no palácio encantado

A verdade é

Alguns sonhos têm que morrer para que a realidade possa nascer transformando nossos sonhos em como eles devem ser.

Temos que sonhar

Buscar na realidade em que vivemos

O sonho que desejamos

Para que sejamos felizes

Se não só terá lugar para a frustração

Então sonhe...

Sonhe e sonhe...

Mas viva,

Viva, cada momento do seu sonho na realidade em que você se encontra.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Meu Insano Amor



Sinto a musica entrar pelos meus poros
Consumir meu sangue
Pulsar nas minhas veias
E te tenho mais perto de mim
Sinto seu toque, seu cheiro e seu gosto
E posso até te ouvir sussurrar em meu ouvido
Palavras doces, obscenas
Deliro, fantasio
E tenho uma vez mais em meu corpo
Tão real
Não, não vou te esquecer
Não posso esquecer quem consome meus sonhos
Entra em minhas veias
E pulsa no bater do meu louco coração
Tão insano e tão real
Te amei desde o primeiro olhar
Não,
Te amei antes
Bem antes
E jamais pude te esquecer.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Como Você Consegue?


Como você pode ser tão lindo
Como você consegue me dominar
Só com esse olhar
Como você pode fazer tanto sentido
Mesmo estando tão longe
Como você conseguiu
O que há tempos
Muitos tentam
Como você pode ser tão lindo
Como você consegue me fazer tremer
Como você consegue me fazer corar
Como você consegue fazer meu coração acelerar
Mesmo estando tão longe
Conta pra mim
E só pra mim
Qual é o seu segredo
Como consegue me deixar assim
Pernas bambas
Corpo quente
Olhos vidrados
Coração acelerado
Ah
Coisa mais linda
Minha boca se enche de água
E chego a sentir o seu gosto
Como você consegue
Não faz assim
Não posso estar tão longe
Se meu pensamento não sai do seu mundo. 

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vou Fazer uma Poesia



Vou fazer uma poesia
Como quem faz um feitiço
Com toda a entrega
Vou fazer uma poesia
Como quem ri de si mesmo
Sem se preocupar com formalidades
Vou fazer uma poesia
Como quem persegue uma meta
Com bastante afinco
Mas fazer poesia já é feitiço
Já é uma forma de rir de si mesmo
E de suas feridas abertas
Já é, com certeza, perseguir uma meta
Ainda que abstratamente
Fazer poesia é gritar silenciosamente
Ninguém precisa entender
Sequer o poeta
E por isso é o mais fantástico
É o momento de real liberdade
Então agora sou livre
E ponto.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Tudo em Você



Tanto lhe amei
E ainda lhe amo
Vi seus olhos molharem
Sei, não mentiam
Não podiam
Estavam desarmados
Eu cuidei para que assim estivessem
Mas eu também o estava
Então
Não podíamos mentir
Sei
Nada findou
Cada olhar
Cada respiração
Cada abraço
Era tudo verdade
Conheço-te
Cada palavra
Cada gesto
Cada movimento
E o contrario também é verdadeiro
Encontrar-me em seus braços nesse momento
Perder-me em teus carinhos
Nunca soube a formula para te esquecer
E no fundo
Nunca quis saber.