quinta-feira, 29 de julho de 2010

Apenas uma Menina

Apenas uma menina

Em meio à confusão

Com deveres de mulher

E sonhos de menina

Querendo ser independente,

E sendo,

Mas com medo do quarto escuro

Apenas uma menina

Com corpo de mulher

Com jeito de mulher

Mas olhos de menina

Apenas uma menina

Com todo encanto de mulher

Menina ou mulher?

Apenas uma menina

Por fora uma mulher

Forte e determinada

Por dentro uma menina

Medrosa e solitária

Apenas uma menina

Que sempre quis ser mulher

Que se tornou como desejava

Mas que agora tem medo da solidão

Tola menina

Tola mulher

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quem sou Eu?


Certo dia eu lembrava-me das minhas melhores amigas. Éramos cinco, talvez mais, porém lembro-me que nessa fase de minha vida apoiava-me nestas.

Um dia resolvi descrevê-las:

Nani, a romântica, sensível. Nunca teve medo de dizer o que sentia, pois dizia que o sentimento era algo sublime. Porém sentia certa dificuldade em agir. Mergulhava de cabeça em seus relacionamentos e por isso sempre se machucava no final.

Luna Cretus, a racional, insensível. Era uma muralha que não deixava ninguém se aproximar e muito menos saber o que tinha lá dentro. Mas também ela amou, e fingia não sofrer. Ela parecia a mais sensata de todas. Levantava-se rápido de seus tombos e isso eu admirava. Mas eu detestava o modo como fingia não sofrer, quando na verdade sofria tanto quanto as outras. Eu a amava com a mesma intensidade que a odiava.

Elaine, a amiga, alegre. Era o tipo de pessoa que todos podiam confiar, mas confiava de mais nas pessoas e não raro se decepcionava. Parecia a mais feliz de todas. Tinhas bons amigos e ficava muito triste quando algum deles se afastava. Ela amou um amigo.

Gamatria, a enigmática, mística. Via coisas que ninguém via. Sentia coisas que ninguém sentia. Sabíamos pouco sobre ela, mas ela sabia até o que não falávamos à ninguém. Eu me surpreendia com ela a cada minuto. Era de fato uma bruxa.

E finalmente eu. Quem sou eu?

Eu sou Nani, Luna Cretus, Elaine e Gamatria, depende da situação. É verdade que não consigo controlar quem represento em certos momentos, mas sou eu mesma, racional, sentimental, bruxa e amiga, com todos os prós e contras de cada uma delas.

Enfim, sou eu, sem saber quem sou. Sabendo que não sou uma máscara.