segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Exame de Ordem é a defesa do cidadão!

Está era a nobre fase escrita no topo da minha prova do ultimo dia 13.
Linda, não?! Pena que a própria OAB e a sua egrégia banca FGV não tem seguido muito a risca tal axioma.
Incialmente cumpre dizer que isso é uma pausa na poesia cotidiana, que tem sido o norteador desse blog, para expressar, minimamente, minha indignação. Por que, diferente do ultimo exame, que eu fiz uma poesia, este pleito não merece sequer meu lamento poético.
Aos que achavam que a mudança de banca da Cespe para FGV resolveria os problemas cotidianos do exame de ordem, agora lamentam visivelmente, sentindo-se mesmo saudosistas.
A FGV não respeita o provimento 136, e isso não é nenhuma novidade. Lamentavel, porém, é que a nossa OAB defende seus erros com unhas e dentes. Não admitiu seus erros na 2º fase do exame 2010/2, não admitiu seus erros no pleito 2010.3 e jamais admitirá em qualquer pleito que seja.
Morrem agarrados ao desejo de perfeição, entitulando-se guardiões em defesa do cidadão.
Agora eu vos pergunto: Que cidadãos?
Os que gastam absurdos com cursinhos e taxas mirabolantes de inscrição, para ao final concluirem que não trata-se de um exame de saber, mas sim de uma grande (e cara) loteria?
Os que estudam a vida inteira, sabem de sua capacidade e sentem-se grandes IGNORANTES ante uma prova que em nada avalia?
Sem falar nos colegas que perderam os seus empregos por não terem passado no exame de ordem, ainda que tenham respondido corretamente!
A OAB e a FGV esquecem-se que estão lidando com vidas, com sonhos, com expectativas e sobretudo com estudiosos e seres humanos.
Desafio os nossos nobre e doutos Presidentes de cada seccional a prestarem o próximo pleito, e colocarem sua carteira e seu cargo a disposição caso não passem. Adoraria saber a conta deste desafio.

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